Monday, April 14, 2014

CCINE10 DIRIO DE UM JORNALISTA BBADO (Crtica)


DIÁRIO DE UM JORNALISTA BÊBADO (Crítica)

Diario de um jornalista bebado


3estrelas


Título Original: The Rum Diary

Ano do lançamento: 2012

Produção: EUA

Gênero: Comédia , Aventura, Drama

Direção: Bruce Robinson

Roteiro: Bruce Robinson


Sinopse: Baseado no romance de Hunter S. Thompson, O Diário de um Jornalista Bêbado conta a improvável história do jornalista itinerante Paul Kemp (Johnny Depp). Cansado da vida frenética de Nova Iorque e das convenções morais de uma América conservadora, ele viaja à bela ilha de Porto Rico, para trabalhar em um jornal local, o “The San Juan Star”, administrado pelo tirânico Lotterman (Richard Jenkins). Adotando o ritmo calmo do lugar, regado a muito rum, Paul começa a se apaixonar por Chenault (Amber Heard), noiva de Sanderson (Aaron Eckhart), um dos maiores empresários da cidade. Ganancioso, Sanderson planeja converter Porto Rico num paraíso do capitalismo. Quando Kemp é recrutado por Sanderson para escrever um artigo favorável a respeito de sua nova e corrupta empreitada, ele é confrontado com um dilema: deve ajudar o empresário, ou aceitar os riscos e aproveitar para denunciá-lo?


Por Kadu Silva


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Johnny Depp é um ator incrível, geralmente mesmo em roteiros fracos sua presença é capaz de tornar agradável um filme ruim. E é exatamente isso que acontece em Diário de um jornalista Bêbado.


O roteirista e diretor Bruce Robinson erra a mão em não escolher o tom certo para o filme, ora ele parece um romance meloso, ora um filme investigativo, ora também uma comédia pastelão, o que deixa a experiência de assistir ao longa-metragem chata e cansativa a certo altura da projeção.


Para quem não se lembra em 1998 em Medo e Delírio Johnny Depp interpretava Hunter S. Thompson em sua fase mais excêntrica, já nesse Diário de um jornalista bêbado o ator volta a imitá-lo em seu alter-ego Paul Kemp do livro homônimo. Nesse longa Paul ainda no começo de carreira consegue uma vaga no jornal San Juan em Porto Rico e de cara se vê em uma enrascada ética – seguir as ordens do patrão e também dos endinheirados investidores estrangeiros ou investigar a fundo o que está por trás das licenças para construção de reservas imobiliárias nas terras porto-riquenhas?


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O escritor Hunter S. Thompson é considerado o idealizador do jornalismo gonzo que se trata de um jornalismo em que o responsável por escrever a matéria acaba se tornando parte da pauta. Nesse longa o ainda inocente Hunter começa a construir o que seria sua característica no decorrer de sua carreira, o que ele define como um jornalismo mais romântico e Johnny Depp como era de se esperar acerta em cheio na interpretação desse jornalista e sua presença é fundamental para tornar o filme no mínimo “assistível”. E além dele tem o restante do elenco que também está bem no filme.


Outro ponto forte do filme é a direção de arte que conseguiu retratar a década de 60 muito bem tanto nos cenários e os objetos cênicos como nos figurinos, o clima retro é perfeito. A fotografia também é ótima destacando bem as belezas do litoral porto-riquenho.


A direção de Bruce Robinson também não compromete, não apresenta nada de novo ou surpreendente no decorrer do filme, é a típica condução ok. Ele se calça da boa inspiração de Depp e do restante do elenco para fluir a narrativa do filme.


De tudo o que mais agrada no filme é ver Johnny Depp de cara limpa e fazendo um papel mais próximo do real, pois apesar de adorar suas caracterizações acho que ele é muito maior que elas.


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Por Kadu Silva em 14.04.2014
















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